11/08/2017 07:14:00

Conflitos escolares e familiares são discutidos em curso

O evento vai discutir como prevenir e auxiliar crianças e adolescentes a lidar com agressividade, bullyng, jogos e desafios perigosos, entre outros temas

Os conflitos familiares e escolares serão debatidos, nos dias 2, 16 e 30 de setembro, no curso “Mediação de conflitos para pais e professores”, em dois módulos. O primeiro tratará do relacionamento entre pais, filhos, professores e os desafios da geração “z”.

 

O segundo discutirá a mediação escolar na teoria e na prática. O Conselho Nacional de Justiça tem incentivado, cada vez mais, a mediação escolar para solução de conflitos.


O curso, promovido pela empresa Solucione Conflitos, vai discutir como prevenir e auxiliar crianças e adolescentes a lidar com agressividade, bullyng, jogos e desafios perigosos, o papel da família e da escola no desempenho escolar, técnicas de comunicação não violenta e a mediação escolar, entre outros temas.

 

O curso será ministrado por Vera Capilé, psicóloga, Michelle Donegá, advogada, professora e mediadora, Maria Helena Bezerra, instrutora de Mediação Judicial pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Anselmo Falcão, advogado, mediador e coach sistêmico e Priscila Munhoz, advogada e mediadora.


Michelle Donegá, uma das facilitadoras do curso sobre o assunto em Cuiabá, diz que comportamentos de filhos e alunos precisam ser compreendidos na busca por uma solução pacífica de conflitos.

 

Ela lembra que conflitos familiares desembocam na escola e vice-versa – o que pode, inclusive, refletir no desempenho escolar.

 

“Muita vezes, técnicas de comunicação podem auxiliar pais e professores a lidar com situações difíceis do cotidiano de uma forma mais branda”, avalia.

 

Panorama nacional


Atualmente, comarcas em diversos Estados já aplicam a mediação e os chamados círculos restaurativos em conflitos escolares - práticas que estão em conformidade com a Política Nacional de Resolução de Conflitos no Judiciário, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução n. 125/2010.


Recentemente, em Vila Velha (ES), professores e conselheiros tutelares da cidade, além de alunos da rede pública de ensino, passaram por uma capacitação sobre técnicas da comunicação pacificadora, de acordo com informações do site do CNJ.

 

Até outubro deste ano, a expectativa é que 300 jovens sejam treinados em mediação escolar.


A juíza Patrícia Pereira Neves, da 1ª Vara de Infância e Juventude de Vila Velha (ES), aponta a mudança de comportamento entre os jovens.

 

“Havia uma sala que, de manhã, recebia uma turma de 5ª série, com crianças entre 10 e 12 anos. No turno da tarde, a mesma sala era utilizada por alunos mais velhos, que rabiscavam as mesas, pichavam as portas e frequentemente rasgavam os trabalhos feitos pelas crianças. Pedimos ajuda aos mediadores e eles foram conversar com a turma vespertina. Contaram da tristeza das crianças que dividiam a sala com eles e a resposta não poderia ter sido melhor: a turma não só pediu desculpas à meninada, como ajudou a limpar os objetos e refizeram os cartazes estragados”, disse a juíza.

 

A reação positiva dos jovens foi uma surpresa para as crianças que, no dia seguinte, gravaram uma música de agradecimento, segundo o site do CNJ.


O curso “Mediação de conflitos para pais e professores” está com inscrições abertas.

 

Para outras informações, basta ligar para (65) 3025- 1018, passar mensagem para (65) 99968-2960 (WatsApp) ou e-mail para (65) contato@solucioneconflitos.com.br.

Fonte: Assessoria