16/06/2017 07:27:00

Carga tributária sobe 9,6% em um ano

Arrecadação de 1º de janeiro até ontem, dia 14, atingiu R$ 12,39 bilhões em MT. Valor supera os R$ 11,30 bilhões contabilizados em igual período de 2016
Autor: MARIANNA PERES

A marca de R$ 1 trilhão do painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) será registrada amanhã, dia 16, às 8 horas. O valor equivale ao total de impostos, taxas e contribuições pagos pela população brasileira desde o dia 1º de janeiro de 2017. Em 2016, o montante de R$ 1 trilhão foi alcançado bem depois, em 5 de julho. Essa diferença de 19 dias indica aumento arrecadatório de um ano para outro. Em Mato Grosso, o peso da carga tributária cresceu 9,64% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. 

Conforme dados do Impostômetro para Mato Grosso - somatório das arrecadações no Estado dos tributos federais, estaduais e municipais – a arrecadação estadual atinge a cifra de R$ 12,39 bilhões ao considerar os tributos pagos de 1º de janeiro deste ano até a data de ontem, 14 de junho. Nesse mesmo intervalo do ano passado, a cifra era de R$ 11,30 bilhões, ou seja, na variação anual houve alta de 9,64%. De 2015 para 2016, considerando o mesmo intervalo de apuração, a alta foi de 3,57%, já que naquele período o Impostômetro arrecadou R$ 10,91 bilhões. 

Projetando a arrecadação de Mato Grosso para até amanhã, dia 16 – conforme exemplo da Associação Comercial de São Paulo – o valor arrecadado sobe dos atuais R$ 12,39 bilhões para R$ 12,54 bilhões. 

Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso exibe a terceira maior arrecadação, atrás do Distrito Federal que até ontem acumulou cifras de R$ 76,24 bilhões, a maior receita da região. Goiás soma R$ 19,30 bilhões e Mato Grosso do Sul, R$ 9,77 bilhões. 

O Impostômetro é um painel afixado na seda da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), disponibiliza em tempo real as cifras dos recursos que entram para os cofres de todos os entes públicos, informando aos contribuintes quanto eles pagaram até aquele momento. 

ANÁLISE - O presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, explica que a arrecadação aumenta quando há crescimento econômico e elevação de impostos. E que as taxas de inflação também exercem efeitos sobre quanto é arrecadado. 

“Já que nossa economia não está crescendo, essa diferença de 19 dias reflete aumentos e correções feitos em impostos e isenções, além da obtenção de receitas extraordinárias como o Refis. Reflete também a inflação, que, apesar de ter caído, segue em patamar alto”, analisa Burti. 

Para ele, “no segundo semestre, espera-se elevação arrecadatória em função da melhora da atividade econômica”. 

O presidente da ACSP esclarece que, embora a arrecadação federal tenha caído em termos reais, é o número nominal (sem descontar a inflação) – o mesmo medido pelo Impostômetro – que deve ser analisado. “Nosso painel não mede apenas tributos federais. Também entram na conta os estaduais e municipais. O que temos que observar são os valores nominais, porque os gastos são todos nominais. Você não deflaciona gastos”. 

CURIOSIDADE - Ainda conforme a ACSP, com R$ 1 trilhão é possível comprar 2.307.214.024 cestas básicas, ou receber 10 salários mínimos por mês durante 8.925.988 anos, ou ainda receber 50 salários mínimos por mês durante 1.785.197 anos. 

Aplicado na poupança esse dinheiro renderia de juros R$ 134.957 por minuto, R$ 8.097.381 por hora, ou ainda, R$ 194.352.846 por dia. Já o rendimento de juros ao mês seria de R$ 5.835.105.235. 

Para transportar esse dinheiro em notas de R$ 100 seriam necessários 331 containers de 20 pés. 

Fonte: Diário de Cuiabá